A Arbitrariedade Contra Mulheres
- Luis Filipe Chateaubriand
- 19 de jul. de 2020
- 1 min de leitura
Estudando o tema violência contra mulher, esta semana, deparei-me com um dado estarrecedor.
No Brasil, ao longo da vida, sete em cada dez mulheres foram objeto de violência contra mulher!
É isso mesmo: no Brasil, 70 % das mulheres são alvo de violência masculina ao longo de suas vidas.
A origem disso é bem clara: uma cultura que, durante séculos, propiciou aos senhores de engenho – proprietários de terras produtoras de café – fazerem tudo que queriam em sua comunidade, fosse lícito e legal, ou não.
No tocante a isto, os senhores de engenho submetiam as mulheres aos seus desejos sexuais de forma impiedosa, fossem elas brancas, índias ou, sobretudo, negras.
Verdadeiros estupros, e violentos, uma indignidade!
Mas a autoridade – ou melhor, autoritarismo – dos senhores de engenho em relação às mulheres não se limitava às agressões sexuais, todo tipo de mandonismo, arrogância e pressão psicológica eram exercidos com as pobres mulheres.
Os outros homens, que não senhores de engenho, vendo os abusos reiterados destes em relação às mulheres, foram reproduzindo esse padrão para com as mulheres que se relacionavam – “se o chefe pode, eu também posso”.
Esta cultura machista, completamente abjeta, foi sendo passada, literalmente, de pai para filho, de geração a geração.
E chegamos aos dias atuais, onde homens brucutus, cafajestes e canalhas, se acham no direito de maltratar mulheres.
Já passou, faz tempo, da hora de isso parar!
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